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Agentes Químicos: Perguntas e Respostas

Por:Analytics Brasil
Análises Químicas | Analytics Brasil

01

dez 2019

As dúvidas em relação aos agentes químicos ainda podem ser comuns em Higiene Ocupacional. Muitos profissionais ainda têm dúvidas a respeito da classificação de agentes químicos. Entender as diferenças entre os agentes químicos é fundamental para poder selecionar a proteção respiratória adequada aos riscos e, também, para fazer um bom reconhecimento de riscos. 

Muitas vezes, diante das tarefas que o profissional precisa desempenhar, ele acaba se esquecendo de alguns conceitos básicos, e que podem acabar interferindo em  suas ações para proteção da saúde dos trabalhadores.

Acompanhe esse artigo de Perguntas e Respostas sobre Agentes Químicos, e faça a diferença em sua área de atuação!

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  • Ácido Sulfúrico 90% não tem na NR 15, o que fazer?

Vá até o Anexo 11 da NR 15 e verifique se lá está listado o ácido sulfúrico. Esses 90% está relacionado a sua concentração, então é preciso ficar atento a esse ponto. 

Respondendo a pergunta…

O Ácido Sulfúrico 90% não tem limite na NR 15, ele não está lá.

Mas se um trabalhador que utiliza ácido sulfúrico como névoa, e que gera exposição ocupacional, é possível enquadrar como insalubridade? Sim, seria uma análise qualitativa segundo o anexo 13 e nesse caso você deve utilizar o seu julgamento profissional.

O que você deve ficar atento é em relação à elaboração do PPRA. Na ACGIH existe limite para o ácido sulfúrico, logo, no seu PPRA você deve medir o limite do ácido sulfúrico.

Na ACGIH é citado o ácido sulfúrico como névoa na fração torácica, então para a amostragem é necessário utilizar um cassete de membrana de éster celulose e o ciclone de fração torácica, o mais conhecido é o ciclone BGI.

 

  • Quando um agente químico, como a poeira, está acima no LT… no Laudo de Insalubridade posso dizer que é salubre, se a máscara veda a exposição ao agente?

Primeira coisa que precisamos entender: Qual tipo de poeira estamos lidando?

Se estamos falando do anexo 12 da NR 15, então estamos nos referindo a poeira com sílica, e para considerar como insalubre é preciso avaliar se há sílica ou não.

“Eu fiz a análise, deu sílica acima do limite, e agora?”

A primeira pergunta que você tem que responder é em relação aos respiradores. Não é somente a entrega dos respiradores a esses trabalhadores que irá garantir que eles não tenham direito sobre o adicional de insalubridade.

O que diz a NR 6 sobre o uso dos EPIs?

[…] fornecer as informações referentes aos processos de limpeza e higienização de seus EPI, indicando quando for o caso, o número de higienizações acima do qual é necessário proceder à revisão ou à substituição do equipamento, a fim de garantir que os mesmos mantenham as características de proteção original.[…]

Portanto, cabe ao empregador treinar e capacitar o trabalhador, manter a periodicidade de troca, limpeza, manutenção e guarda, e garantir que o trabalhador está fazendo uso correto do equipamento de proteção…

Antes de concluir se há Insalubridade ou não, primeiramente é necessário elaborar rum PPR (Programa de Prevenção Respiratória). Sem ele não é possível obter referências técnicas que o respirador utilizado por esse trabalhador realmente funciona.

É preciso saber se o respirador é eficaz para atenuação da exposição para valores abaixo do limite de exposição.

  • Contato dérmico com solventes sem proteção é insalubre ou não?

De quais solventes se trata? Dessa forma não é possível afirmar se é um caso de insalubridade ou não. É preciso verificar na NR 15, no anexo 11, se a substância tem absorção pela pele. Se essa substância tiver absorção pela pele, quer dizer que ela pode penetrar no organismo por esse meio, e logo, é uma via importante de exposição desse trabalhador.

Se o trabalhador não está protegido e ele tem contato permanente com esse solvente, há a possibilidade de ser enquadrado como insalubre e intoxicar o trabalhador.

  • Um trabalhador exposto a hidrocarbonetos em tintas, e que não têm limite na NR 15, enquadro como insalubridade de grau máximo?

Não necessariamente. Os hidrocarbonetos fazem parte de uma família imensa de compostos orgânicos que contém carbono e hidrogênio em sua estrutura. Portanto, não é possível garantir que esses agentes, por serem hidrocarbonetos, são insalubres.  

É preciso verificar no anexo 11 alguns dos hidrocarbonetos que têm limites listados, logo o anexo 13 não se enquadra. E isso vale para o benzeno, tolueno, xileno, etilbenzeno… esses agentes não podem ser enquadrados qualitativamente pois têm limites no anexo 11.

A família de hidrocarbonetos em química é a maior família que existe. É quase que infinito a quantidade de compostos que podem existir. Quanto mais genérica a informação, mais difícil concluir sobre a ser insalubre ou não.

  • Como informar um agente químico na tabela 23 do eSocial?

Você tem que informar ao governo os compostos que geram riscos. Existem matrizes de riscos e forma de avaliar isso.

Se você enxergou que todos esses compostos geram riscos ao trabalhador, você deve lançar um a um e fazer a avaliação de cada um deles. No eSocial você não deve colocar a composição do produto, e sim quantificar o agente no ambiente e colocar a concentração medida.

Se o seu risco for relevante, você o  lança e no eSocial., com a sua concentração no ar.

As metodologias mais utilizadas para a mensuração qualitativa dos riscos são APRHO, VHR, Regra dos 10 e PHR.

  • Bombas com calibração interna é dispensável o uso do calibrador?

As bombas com calibração interna não dispensam o calibrador externo. Porque esse calibrador interno é uma referência. Você deve usar sempre um calibrador externo para calibrar a bomba na vazão necessária para a coleta e acompanhar a vazão pelo calibrador interno para ver as flutuações que o ocorreram

O calibrador interno deve ser utilizado somente para medir a variação do fluxo durante a amostragem. Ele é apenas uma fonte de referência da vazão ao longo do tempo.

Ficou com alguma dúvida? Deixe o seu comentário!

A Analytics Brasil além de realizar análises químicas para higiene ocupacional, atentando aos melhores métodos de amostragem de acordo com as necessidades de sua empresa, orientando quanto ao melhor tipo de amostragem, também realiza serviços de assessoria e consultoria em higiene ocupacional, além de oferecer palestras de cunho educativo sobre higiene ocupacional. Contate-nos e saiba mais!

 


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