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Como convencer o patrão a investir em Segurança do Trabalho?

Por:Analytics Brasil
Análises Químicas | Analytics Brasil

20

out 2019

​Como convencer o patrão a investir em Segurança do trabalho? Quais são os argumentos e estratégias que poderão te ajudar a convencer seu cliente a fechar sua proposta?  É o que você vai descobrir neste artigo, acompanhe!

Este artigo foi preparado com o auxílio do Professor Mário Sobral grande contribuidor da área de SST.

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Vamos te ajudar a provar para o empregador que compensa e muito investir no setor de segurança de trabalho, caso contrário a empresa pode perder dinheiro. Acompanhe: 

Adicional de Insalubridade

Segundo o Art.189 da Consolidação das Leis de Trabalho (CLT):

Art.189 – Serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que, por sua natureza, condições ou métodos de trabalho, exponham os empregados a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos.

Muitos patrões acreditam que ao pagar a insalubridade, a empresa já está coberta caso o trabalhador venha adoecer ou sofra um acidente de trabalho, o que não é verdade. 

Quando um funcionário sofre um acidente de trabalho ou se afasta por motivo de doença, a empresa deve arcar com os custos durante os primeiros 15 dias, e a partir do 16º dia quem paga é o INSS. Ao abordar a temática de insalubridade estamos nos referindo também a NR 15, que está muito ultrapassada e somente ela não é suficiente para a prevenção. 

Mesmo assim você precisa indenizar. Nesse período de 15 dias o funcionário não trabalha, então o empregador está jogando dinheiro.  Então o recomendado é que para proteção você esqueça a NR 15.

Informe para o patrão a real situação, lembre-o de suas obrigações legais; se for o caso, deixe tudo registrado por e-mail. A sua obrigação técnica é de informar, avise quantas vezes forem necessárias.

Aumento do custo com o FAP

Toda empresa é obrigada a pagar 20% para o INSS em cima do valor total das remunerações dos trabalhadores segurados. Fora esses 20%, ela ainda precisa pagar de 1, 2 ou 3% a mais, de acordo com o grau de risco da sua atividade, divididos em grau de risco 1, 2 e 3.

Para maior ou menor FAP será levado em consideração:

  • A frequência dos acidentes
  • A gravidade do acidente
  • O tempo que o trabalhador ficou afastado
  • O custo que o INSS está tendo com a empresa

Este valor oscila muito, pois dependendo do grau de risco, a empresa deve pagar um valor a mais para o INSS, o Fator Acidentário de Prevenção (FAP).

O FAP é um índice aplicado sobre a Contribuição do Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa (GIIL-RAT) decorrente dos riscos ambientais do trabalho. 

Quanto menor o risco que o local de trabalho oferece, ou seja, quanto mais seguro o ambiente de trabalho, menor será o custo do FAP.

Se a atividade e o ambiente de trabalho oferecem um grau de risco maior, o FAP a ser pago é mil vezes maior.

Terminamos em algumas conclusões. Se o empregador não investe em segurança do trabalho:

  1. O número de acidentes aumenta;
  2. O número de trabalhadores doentes aumentam;
  3. O local de trabalho se torna mais perigoso.

E, o principal, os custos para a empresa serão muito maiores!

Ações Regressivas do INSS

O INSS desde 1991, com base no artigo 120 da Lei 8213/91 tem realizado várias ações contra empresas que não seguem a legislação de SST e que acabam trazendo prejuízo para o sistema. 

Por exemplo: 

Se houve um acidente ou o trabalhador foi acometido por alguma doença que tenha ocorrido por uma falha da empresa, o INSS fará normalmente o pagamento, mas poderá solicitar à empresa o ressarcimento destes gastos por não estar seguindo o que pede a legislação.

Como elaborar uma proposta? 

Aprenda a vender! Procure ao máximo se especializar. Nós atuamos em uma área técnica, nós somos consultores técnicos. 

Lembre-se sempre:

Você não vende o produto que você trabalha, você vende a solução.

Aqui na Analytics  Brasil damos todo um direcionamento para os nossos clientes, auxiliando-os em como fazer um plano de amostragem mais assertivo. Muitos clientes, a partir dessa consultoria, começaram a fechar mais propostas, pois descobriram que o segredo é unir conhecimento técnico com uma proposta bem estruturada. Eles passaram a ter condições de argumentar com o patrão, para que ele entendesse o que realmente precisava.

E é isso que está faltando para o profissional de segurança, a capacidade de venda. Um bom profissional precisa ter argumentos técnicos, e também saber em como apresentar a sua proposta.

Quando você for fazer algum diagnóstico ou apresentar uma proposta, mesmo que internamente, pergunte para o seu cliente qual o problema dele, e  como você pode ajudá-lo no diagnóstico da situação. Treine a equipe, estruture o departamento comercial, estude o caso, e veja com seu gestor qual a dor dele.

Portanto, o empregador precisa compreender da importância de se investir em segurança, investir em um sistema pautado em prevenção certamente fica muito mais barato do que os gastos com os acidentes e doenças ocupacionais.

Explique para a empresa a importância da segurança do trabalho, utilizando os argumentos aqui apresentados. 

Ficou com alguma dúvida? Deixe o seu comentário!

A Analytics Brasil além de realizar análises químicas para higiene ocupacional, atentando aos melhores métodos de amostragem de acordo com as necessidades de sua empresa, orientando quanto ao melhor tipo de amostragem, também realiza serviços de assessoria e consultoria em higiene ocupacional, além de oferecer palestras de cunho educativo sobre higiene ocupacional. Contate-nos e saiba mais!

 


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