(31) 4063-9493 | 3146-9493     comercial@analyticsbrasil.com.br

    • (31) 99725-4404

Entenda a importância de saber ler e interpretar a ACGIH

Por:Redator Analytics Brasil
Análises Químicas | Higiene Ocupacional

20

set 2018

Os trabalhos de higiene ocupacional dependem de referências para os limites de exposição ocupacional, aos quais acredita-se que a maioria dos trabalhadores podem estar expostos sem danos à sua saúde. Esses parâmetros são científicos, ou seja,  resultantes de pesquisas, além de apresentarem aceitação universal.

Em todo o mundo, uma das principais referências em estudos para a higiene ocupacional é a ACGIH. Suas publicações são indispensáveis para atualização profissional do segmento e para consulta de empresas e profissionais.

Continue neste post e conheça a importância de saber ler e interpretar a ACGIH.

O que é a ACGIH?

ACGIH é a sigla da American Conference of Governmental Industrial Hygienists ou Conferência Americana de Higienistas Industriais Governamentais. Trata-se de uma associação privada de profissionais de higiene ocupacional e outros relacionados, sediada nos Estados Unidos da América.

Entre os seus principais objetivos está promover a proteção de trabalhadores expostos a fatores de riscos ambientais. Suas publicações são referências mundiais na análise de riscos físicos, químicos e biológicos.

A ACGIH, entre outros trabalhos, estuda e estabelece os limites de exposição ocupacional para substâncias químicas, agentes físicos e índices de exposição biológicos adotados internacionalmente. Esses limites, para cada tipo de fator de risco, são utilizados em vários países na elaboração de normas de segurança e de proteção à saúde.

Qual a importância de sua leitura?

Antes de tudo, a leitura e o acompanhamento das publicações da ACGIH constituem uma das melhores maneiras de se manter atualizado na área de saúde e segurança do trabalho e higiene ocupacional. Suas publicações são tão importantes que as próprias Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego nelas se baseiam para construção de tabelas e definição de limites de exposição.

Nesse sentido, a relação de substâncias e seus respectivos limites de tolerância definidos pela Norma Regulamentadora No 15 (NR 15) são oriundos de publicações da ACGIH, porém do ano de 1976. No entanto, enquanto as pesquisas evoluem e alteram o rol de substâncias e seus respectivos limites, a NR 15 permanece inalterada há décadas. Entretanto a Norma Regulamentadora No 09 (NR 09) estabelece que na ausência de limites de exposição ocupacional na NR 15 deve-se utilizar os limites de exposição ocupacional da ACGIH para elaboração do PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais).

O que é a coluna “base do TLV”?

Uma das principais publicações da ACGIH é conhecida pela sigla TLV, de Threshold Limit Values, referente aos limites de exposição ocupacional. Ela indica as condições máximas de concentração de acordo com o tempo de exposição para cada substância química elencada.

As pesquisas induzem a considerar a existência de um limite de concentração aceitável para um determinado contaminante. O TLV é esse limite sob o qual acredita-se que a maioria dos trabalhadores poderia estar exposta sem danos à sua saúde e bem estar. Seus valores são apresentados em duas colunas da tabela: os limites de efeitos crônicos, TLV-TWA (limite médio ponderado pelo tempo) e os limites de efeito agudo,
TLV-STEL (limite de curta duração) e TLV-C (valor-teto).

Nas tabelas da publicação TLV, existe ainda uma coluna denominada “base do TLV”. Os dados dessa coluna indicam os efeitos críticos provocados no organismo humano referentes à exposição excessiva à substância química em questão.

Qual o papel da coluna “notações”?

A coluna “notações” da tabela TLV refere-se a informações complementares sobre a respectiva substância. Pode indicar as possíveis ações no organismo humano resultantes da exposição aos níveis definidos como limites para cada substância, assim como as características do produto. Para esse fim, faz-se uso de uma codificação própria demonstrada a seguir:

  • A1: carcinogênico humano confirmado;
  • A2: carcinogênico humano suspeito;
  • A3: carcinogênico animal confirmado com relevância desconhecida em seres humanos;
  • A4: não classificável como carcinogênico humano;
  • A5: não suspeito como carcinogênico humano;
  • BEI: substância para a qual existe Índice Biológico de Exposição;
  • BEIp: BEI para carboneto aromático policíclico;
  • PELE: contribuição potencial da exposição por via cutânea para a exposição total;
  • DSEN: Sensibilizante dérmico;
  • RSEN: Sensibilizante respiratório;
  • SEN: Sensibilizante.

Finalmente, considere que as recomendações da publicação TLV são diretrizes destinadas à prática de higiene industrial nos ambientes de trabalho. Por sua especificidade, devem ser aplicadas por uma pessoa treinada nesse quesito.

Com isso, você já sabe a importância de ler e a interpretar as publicações da ACGIH.

Agora, não perca o nosso post sobre os limites de tolerância e saiba mais sobre o assunto.


Compartilhe:

Av. dos Andradas 3323 - Sala 1108/1109, Santa Tereza - BH/MG

(31) 4063-9493 | 3146-9493

(31) 99725-4404

comercial@analyticsbrasil.com.br