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Importância da análise química do ar para higiene ocupacional

Por:leandro
Análises Químicas

03

abr 2018

Não é novidade que a qualidade do ar que inalamos tem grande influência para a saúde. Por isso, a falta de higiene em ambientes fechados, a ausência de áreas verdes em centros urbanos e a alta quantidade de poluentes no ambiente de trabalho são alguns fatores que podem alterar o desempenho e as funcionalidades corporais.

É aí que entra a importância da análise química do ar. A legislação brasileira estabelece limites a respeito das concentrações máximas de agentes químicos que podem estar presentes no ambiente de trabalho.

Neste post, você vai descobrir como a exposição dos trabalhadores a esses materiais é avaliada, além de compreender melhor a importância dessa checagem para a manutenção da saúde laboral.

O que é a análise química do ar?

Vamos supor que a sua equipe tenha um trabalhador propenso à inalação de algum agente químico, como a amônia ou alguns metais gerados por processo de solda. Essa situação pode ocasionar danos para sua integridade física, que variam desde um simples mal-estar até o desenvolvimento de alguma doença ocupacional.

Nesse cenário, a análise química é um procedimento essencial, que deve ser cogitado para verificar se a concentração daquela substância no ambiente não está acima do recomendado pelas normas brasileiras e por outros órgãos técnicos.

Sendo assim, esse processo busca obter amostras representativas das partículas suspensas no ar dos ambientes de trabalho, com o objetivo de identificar e mensurar possíveis riscos.

Para isso, a amostragem do ar é feita com o auxílio de filtros ou tubos adsorventes. Quem trabalha com soldas, por exemplo, provavelmente está exposto ao ferro e ao manganês. Essas duas substâncias ficarão dispersas no ar, como um fumo metálico, que será capturado com o auxílio de um dispositivo de coleta (nesse caso, um cassete com filtro de éster de celulose) e enviado para análise em laboratório.

Em seguida, dois procedimentos são realizados: um processo de digestão da amostra coletada, na qual o filtro é misturado com ácidos em altas temperaturas. Dessa forma, esses metais ficam dissolvidos em um líquido, para serem identificados e medidos por meio da técnica de espectrometria de emissão atômica com plasma indutivamente acoplado que permite a quantificação desses metais presentes na amostra.

Quais agentes químicos podem ser analisados?

Os agentes que podem ser identificados nas análises consistem em substâncias químicas na forma de poeiras, gases, fumos, névoas ou qualquer outra forma de matéria gasosa ou sólida.

Esses agentes podem ser classificados como primários, quando são emitidos diretamente por uma fonte específica, ou secundários, quando são formados na atmosfera por meio de reações químicas.

Seguem os agentes mais comuns a serem identificados e analisados no ambiente de trabalho:

  • amianto;
  • amônia (NH3);
  • dióxido de enxofre (SO2);
  • monóxido de carbono (CO);
  • vapores orgânicos;
  • compostos orgânicos voláteis (VOCs) e semivoláteis (SVOC);
  • partículas de metais;
  • sílica cristalina;
  • partículas totais em suspensão (PTS);
  • ácidos inorgânicos.

Quais são os benefícios e a importância da análise do ar para a higiene ocupacional?

Sem essa avaliação, análise e quantificação de produtos químicos, é impossível adotar medidas de controle para os perigos das substâncias químicas. Dessa forma, o trabalhador pode atuar em uma condição insalubre e estar mais suscetível a doenças graves.

Reconhecimento de riscos

O higienista ocupacional deve levantar uma série de informações específicas do ambiente laboral, como dados sobre o processo de trabalho e o local onde ele é feito, como as matérias-primas utilizadas, as operações rotineiras, os resíduos gerados, os produtos finais que são produzidos e, por fim, as possíveis interações entre os agentes de risco locais e o organismo humano.

Toda essa riqueza de informações permite a identificação eficaz de riscos e efeitos associados à saúde, já que a análise laboratorial fornece informações valiosas que servem de base para o processo.

Implantação de medidas preventivas

Depois de estimar a exposição dos colaboradores aos agentes químicos no ambiente de trabalho, é possível (e também necessário) subsidiar projetos com implantações de medidas de controle, caso não seja possível promover a purificação ou ventilação do ar naquele local.

Entre as possíveis mudanças estão a redução do tempo de exposição do trabalhador aos riscos, a avaliação das regras de segurança já implantadas, entre outros. Tudo deve ser feito de acordo com a localização e a intensidade das fontes do material coletado. Pode ser cogitado como último recurso, a adoção de equipamentos de proteção individual e coletiva.

Adequação às normas de segurança

Para a interpretação de resultados da análise química do ar, é preciso se basear na NR 15 e na ACGIH, que determinam os limites de tolerância para a exposição a poeiras, minerais e outros agentes químicos.

Além da comparação dos valores de concentração encontrados com os limites permitidos a NR 9, requisita a elaboração e a execução de programas preventivos, como o PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais).

O que pode ser evitado com a análise química do ar?

Se a análise química do ar for feita com periodicidade e de maneira preventiva, pode evitar diversos tipos de prejuízos para a empresa e, até mesmo, colaborar para o seu crescimento.

Doenças

A penetração de agentes químicos no organismo pode ocorrer por meio das vias respiratórias, da pele ou da ingestão. Os efeitos na saúde podem ser avassaladores, já que algumas substâncias conseguem alcançar a circulação sanguínea e atingir órgãos vitais, como rins, fígado e até o sistema nervoso central.
Após realização das análises e identificação dos riscos existentes, é possível intervir para diminuir esse contato com substâncias perigosas e proteger o trabalhador, impedindo episódios de mal-estar e doenças laborais.

Processos jurídicos

O colaborador tem o direito de ”entrar na justiça”, caso perceba que a empresa não está zelando por sua saúde, ou seja deixando o trabalhar em condições insalubres sem pagar o adicional de insalubridade. Em casos mais graves, como adoecimentos ou acidentes, ele pode ter direito a grandes indenizações, mesmo que ele tenha recebido o adicional de insalubridade.

Perda de produtividade

As indenizações não são a única forma de promover prejuízos para a empresa. Os trabalhadores que atuam em locais com exposição a agentes químicos e onde não há a periodicidade de realização das análises químicas estão sujeitos a problemas de saúde que podem afetar seu desempenho e, consequentemente, a sua produtividade.

Faltas e afastamentos

Você sabia que, no Brasil, cerca de 700 mil pessoas sofrem acidentes de trabalho por ano? Os afastamentos custam R$ 22 bilhões aos cofres públicos, mas a empresa empregadora também sofre prejuízos por não poder contar com a força de trabalho que tinha antes.

Felizmente, todos os danos à saúde podem ser evitados no ambiente laboral. Para ajudar nessa missão, fornecemos uma linha completa de testes analíticos para higiene ocupacional. Além disso, contamos com uma experiência de acreditação total ISO/IEC 17025 pela AIHA.

Agora que você já sabe tudo sobre a análise química do ar, aproveite para entrar em contato conosco. Podemos ajudá-lo a escolher o melhor e mais econômico método de amostragem de que sua empresa precisa!


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