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Limites de exposição ocupacional: A base da Higiene Ocupacional

Limites de Exposição Ocupacional

Por:Analytics Brasil
Análises Químicas | Higiene Ocupacional

20

mar 2020

Muitas dúvidas podem aparecer no dia a dia do Higienista Ocupacional sobre os conceito do Limites de Exposição Ocupacional.  Sem compreender corretamente a base desses conceitos não é possível realizar uma HO de excelência.  Acompanhe o artigo e saiba mais! 

 

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O que são os Limites de Exposição? 

 

O Limite é um valor padrão de comparação que acredita-se que a maioria das pessoas caso estejam expostas abaixo daquele valor não vão ter nenhum tipo de adoecimento, mal estar ocasionado pela exposição ao agente físico, químico ou biológico. 

 

Existem diversos estudos na área que mostram o passo a passo de como se chegar a esse limite. Existem limites muito bem embasados e outros não, por isso a importância do valor ser tido como um valor estatístico. São padrões, são limiares de comparação necessários para se ter uma noção se estamos lidando com um ambiente que pode causar algum dano ou não ao trabalhador ou ao bem estar dele.  

 

Nível de Ação 

 

Segundo a NR-9, podemos definir como nível de ação: 

 

9.3.6.1 Para os fins desta NR, considera-se nível de ação o valor acima do qual devem ser iniciadas ações preventivas de forma a minimizar a probabilidade de que as exposições a agentes ambientais ultrapassem os limites de exposição. As ações devem incluir o monitoramento periódico da exposição, a informação aos trabalhadores e o controle médico. 

 

A NR-09 estabelece o nível de ação (NA) como sendo 50% do valor do limite de exposição ocupacional (LEO), ou seja, NA=0,5x LEO ou 50% da dose no caso de ruído. Isto é para os casos em que a exposição do trabalhador seja maior do que o “Nível de Ação” deve-se considerar o trabalhador como exposto e adotar as medidas de controle. 

 

O conceito de nível de ação é originado manual de estratégias de amostragem do NIOSH de 1977,um documento  ainda muito atual para aplicabilidade no ambiente de trabalho.  

 

Caso você conheça o exposto de maior risco dentro de um grupo, e se as exposições estiverem abaixo da metade do limite para o exposto de maior risco, há uma probabilidade alta que as exposições para os demais agentes dentro desse grupo também estejam abaixo do limite. Podemos defini-lo como uma margem de segurança.  

 

Existem três premissas para essa determinação: 

 

  1. Você tem um Grupo Homogêneo de Exposição 
  1. O desvio padrão geométrico desse grupo é em torno ou menor que 1,22  
  1. O coeficiente de variação de amostragens de equipamento e laboratório de análises químicas de 10% 

 

Se não atendem essas premissas, o nível de ação não é 0,5. Se o desvio padrão geométrico for maior que 1,22; o nível de ação diminui. A minha recomendação é que você leia o Manual de Estratégias de Amostragens da NIOSH, e baixe o arquivo traduzido diretamente do site da ABHO, clique aqui 

 

Em trabalhos estatísticos também é utilizado o método percentil 95 e o UTL 9595, quando por exemplo, existe a probabilidade de apenas 5% dos dados estarem acima deste valor, ou seja, tem-se 95% da população abaixo desse valor, estamos falando  do percentil 95. Com o cálculo UTL 9595, há uma probabilidade de 95% de que os dados estejam abaixo do percentil 95, o que também chamamos de excelência em gestão de Higiene Ocupacional. 

 

De acordo com a proposta de tratamento estatístico da AIHA, o ideal é trabalhar com o percentil 95. Você profissional de higiene ocupacional não pode aceitar que em um dia típico de trabalho desse trabalhador tenha a probabilidade maior do que 5%,  não pode haver probabilidade maior do que 5% daqueles trabalhadores que experimentem estar acima do Limite de Exposição Ocupacional.  

 

Quanto maior o desvio padrão, maior é o valor percentil 95. Se você deseja alcançar a excelência em campo, utilize o UTL 9595. Em um dia típico você pode ter uma pequena probabilidade de que o limite esteja muito alto, e aquela proteção que você tem não será adequada.  

 

Como os limites são estabelecidos? 

 

A ACGIH tem um comitê dos TLVs,um grupo é responsável por  estudar as literaturas a respeito dos dados toxicológicos dessas substâncias, estudos em população humana, animais e estudos matemáticos também. Se você analisar o documento base dos TLVs, vai perceber que tem todo um embasamento por trás disso, os animais são expostos aos agentes durante um certo período de tempo e analisa-se a partir de qual concentração  esses animais começam a ter alterações significativas. 

 

Dentro da hierarquia das substâncias esse é um limite que tem uma base menor. O melhor modelo infelizmente é obtido com casos reais de intoxicação, em que existe  uma população exposta durante um longo período de tempo, se conhece essas concentrações e a partir dos dados de adoecimento e morte se chega a um limite.  

 

Algumas pessoas podem ter uma susceptibilidade individual maior ou menor a um determinado agente. Quando é maior é um problema, por mais que esse limite seja respeitado, ele  ainda vai causar um mal estar e adoecimento para essas pessoas. Existem pessoas muitas suscetíveis não só a químicos, mas  também a ruídos, radiação ionizante e não ionizante, e etc. 

 

Mesmo com baixas doses essas pessoas podem ter o desenvolvimento de uma doença. Portanto pelo valor que obtivemos não quer dizer que esse limite não é seguro, estamos falando de uma média. Por isso é muito importante trabalhar com estatísticas e conhecer bem esses dados. 

 

Será que até quando os limites da ACGIH representam a realidade da população brasileira? Hoje a gente tem poucos estudos toxicológicos dentro da população brasileira. De nada adianta coletar  uma amostra e usar a média, porque tem toda uma variabilidade. Mas com o percentil 95 você garante que isso vai ser cumprido para a maior parte dos trabalhadores.  

 

A Analytics Brasil além de ser um laboratório de análises químicas para higiene ocupacional, fica atenta aos melhores métodos de amostragem de acordo com as necessidades de sua empresa, orientando quanto ao melhor tipo de amostragem, também realiza serviços de assessoria e consultoria em higiene ocupacional, além de oferecer palestras de cunho educativo sobre higiene ocupacional. Contate-nos e saiba mais! 


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