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Manganês em fumos metálicos: Como avaliar esse agente e seus riscos

Por:Analytics Brasil
Analytics Brasil | Segurança do Trabalho

01

mar 2020

Como reconhecer um risco químico em uma atividade de solda que contém manganês e como avaliar esse agente? Eu, Leandro Magalhães, vou trazer uma abordagem diferente, que é a abordagem da ACGIH e como é o desafio de atender os 2 limites que estão estabelecidos neste guia. 

Acompanhe o artigo e saiba mais!  

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 O que diz a legislação? 

Se tratando de Laudos de Insalubridade, a documentação base que todo profissional deve ter para o limite do manganês deve estar pautada no anexo 12 da Norma Regulamentadora nº 15 — Atividades e Operações Insalubres (NR 15). 

De acordo com a NR 15, o limite de tolerância para as operações com manganês e seus compostos – qualquer composto e qualquer tipo de manganês, referente à extração, tratamento, moagem, transporte de minério ou ainda a outras operações com exposições a poeiras do manganês ou de seus compostos é de até 5 mg/m3  e para fumos de manganês é de até 1 mg/m³ no ar para jornadas de 8h. 

O básico de Higiene Ocupacional é olhar para um processo e saber se é poeira ou fumo. Se isso não estiver claro será um grande problema no momento de enquadrar no limite. De forma simples, poeira é um material sólido que quando aplicado uma força mecânica torna-se um pó. Já o fumo você tem um material sólido que é aquecido, e ele vira um pó por meio de um aquecimento. 

Nós do laboratório não conseguimos fazer essa diferenciação. Essa diferenciação ela é impossível, porque a gente destrói todo o material particulado ali presente que vira um líquido. A identificação deve ser feita no campo de acordo no processo. 

O anexo de 1992 da NR 15 foi muito bem elaborado, está desatualizado, mas já melhorou muito em relação ao anexo 11. Tivemos uma evolução em relação aos processos, exigindo muito mais conhecimento em Higiene Ocupacional.  

A nossa legislação não exemplifica os modelos de como chegar nesses valores. Quanto à insalubridade, o manganês apesar de ser um micronutriente muito importante para o bom funcionamento do organismo humano, se existe uma exposição ocupacional muito alta, consequentemente ele trará um comprometimento do sistema nervoso central. 

A intoxicação pelo manganês, também chamada de manganismo, é causada por uma exposição ocupacional, sendo que o trato respiratório representa a principal porta de entrada. E também pode ser absorvido pelo trato intestinal quando presente na alimentação. Essa exposição na ACGIH tem de ser considerada para prevenção e não para laudo de insalubridade. 

Não se deve utilizar o valor que está na NR 15, apesar de ser um valor legal, como método de prevenção. As NRs são o mínimo necessário para a gente usar, tendo em vista que na NR 15 não menciona qual a forma de coleta de poeiras e fumos, mas parte-se do pressuposto, tendo como base a ACGIH,  que a coleta é total.  

O limite é válido somente para compostos inorgânicos e o próprio manganês elementar. Na lista de compostos inorgânicos são os óxidos, os cloretos, nitratos, sulfatos, derivados de sais. 

Partículas respiráveis x Partículas inaláveis 

A documentação base do TLV é um instrumento essencial para todo higienista ocupacional, o documento explica qual a origem desses limites. A principal porta de entrada do manganês é pelo trato respiratório superior, mas ela também pode ocorrer por ingestão. Se adentrar pelo trato respiratório pode ser engolido e se entrar pelo estômago é absorvido, mas a absorção é baixa. 

O principal problema do manganês é quando ele adentra a região de troca de gases, que são os alvéolos ou a região de troca gasosa, através da corrente sanguínea ele é transportado até o sistema nervoso central.  

A maior preocupação é quanto às partículas respiráveis, aquelas menores do que 4 micrômetros, principalmente. O tamanho aerodinâmicos delas deve ser menor que 4 micrômetros. A melhor forma de se fazer a coleta é utilizando um separador de partículas da fração respirável.  

Os particulados inaláveis são aqueles que podem se depositar em qualquer região do trato respiratório, mas contém partículas que são maiores, e que também  podem ser absorvidas e levadas até o sistema nervoso central através do nervo olfativo. Aquelas partículas grandes que também adentram a cavidade nasal, através do nervo olfativo, levam também à exposição e causam danos à saúde do trabalhador. 

Por isso justifica-se o uso de dois limites, porque existem duas vias de entrada importantes em relação ao manganês. Não podendo desconsiderar as partículas inaláveis, apesar do limite ser bem maior, ainda há exposição ao manganês.  

A documentação base do TLV deixa bem claro que durante vários desses processos são gerados os fumos e as partículas pequenas, e a proporção de absorção é de 10:1. A proporção na via respiratória nos alvéolos é muito maior e significativa, mas se existe um processo que gera uma grande quantidade de particulados de tamanho maior no ambiente trabalho, não podemos esquecer das poeiras. 

Essa documentação base também mostra vários tipos de indústrias que usam compostos inorgânicos de manganês, e que são as principais fontes de exposição a esse composto. Em indústrias de fundição ligas ferro-metálicas, com aço, há uma grande probabilidade de haver manganês nessas ligas metálicas. Em fundição, a exposição principal são dos fumos, de tamanho inalável.  

Vários compostos de manganês são utilizados como micronutrientes nessas indústrias, para ser misturado em  rações. Fique de olho, na indústria de alimentação dependendo da quantidade que será utilizado de compostos inorgânicos de manganês, são utilizadas essas substâncias. O processo de mistura é onde gera a maioria das exposições.  

Em indústria de porcelana, de vidro e de cerâmica os óxidos de manganês são utilizados para dar cor a esses materiais, os óxidos de manganês são utilizados para dar alguma propriedade a esses materiais, então é provável a exposição a esse agente. 

Na mineração, o minério mais comum é o óxido de manganês. Ele é buscado principalmente para fazer aço e usado como ligante junto com o carbono e o ferro. Na mineração, o recomendado é a amostragem tanto do inalável quanto do respirável.  

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