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Por que não diferir fumos e poeiras metálicas? 

Por:Redator Analytics Brasil
Análises Químicas

17

maio 2020

Nesse artigo, eu Leandro Magalhães, irei desmistificar as frequentes distinções entre fumos e poeiras metálicas. Mostrarei que o mais importante é identificar quais os metais presentes, quais tipos de processos estão envolvidos e coletar nas frações que a ACGIH indica para os limites de tolerância. 

 

Acompanhe o artigo!    

 

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Qual a diferença entre fumos e poeiras metálicas?  

Fumos metálicos são formados quando há aquecimento de metais de forma que eles se vaporizam, se oxidam ao reagir com o oxigênio e se solidificam devido ao contato com o ar de temperatura mais baixa. São particulados bem pequenos, respiráveis e que podem atingir os alvéolos pulmonares. A soldagem é o exemplo mais comum de processo onde há exposição aos fumos de solda. 

Já as poeiras metálicas surgem em processos físicos como: lixamento ou corte de materiais metálicos. Podem ser gerados tanto particulados grandes quanto pequenos.  

No caso dos cortes, podem haver cortes físicos onde são geradas apenas poeiras metálicas ou cortes químicos com gás oxi-acetilênico onde são gerados os fumos metálicos. 

 

Não é adequado diferir entre fumos e poeiras! 

Vou te explicar o porquê. 

É comum as pessoas nos pedirem para avaliar fumos e poeiras metálicas em um mesmo grupo homogêneo de exposição (GHE), mas para higiene ocupacional tratar estas exposições de modo generalista não é adequado.  

Antes de tudo, é importante compreendermos onde estes metais atuam no corpo humano e quais são os princípios toxicológicos envolvidos. A ACGIH não diferencia os limites de tolerância entre fumos e poeira, na verdade ela classifica por frações: respirável, inalável e total.  Veja mais sobre as frações em: Tamanho dos Aerodispersóides para Metais. 

Pelo tamanho das partículas, comumente os fumos se enquadram na fração respirável e os particulados nas frações inalável e total. Sendo assim, quando o limite do metal é na fração respirável visa-se também a proteção dos riscos devido aos fumos. Já quando o limite do metal é na fração inalável ou total a preocupação são os riscos devido aos particulados. 

Por exemplo, vamos considerar a avaliação de manganês. Este metal possui limites de tolerância nas frações respirável e inalável. Se no ambiente onde estamos avaliando ocorrem apenas processos físicos, podemos analisar apenas a fração inalável. Já se ocorrem apenas processos térmicos, podemos analisar apenas a fração respirável. 

 

Diante disso, a comum realização de varreduras de metais apenas na fração total pode gerar um problema posterior na análise dos resultados. Pois assim, não é possível comparar os valores diretamente com os limites de tolerância estabelecidos pela ACGIH em uma outra fração para aquele determinado metal. 

O mais importante: para análise laboratorial dos metais o que de fato importa é o metal envolvido. O laboratório não diferencia fumos de poeiras, ele analisa simplesmente o metal. Sendo assim, um bom reconhecimento de riscos é essencial para identificar quais os metais estão presentes naquele ambiente e direcionar as avaliações químicas: forma de coleta e tipo de análise. 

 

Ficou com alguma dúvida? Deixe o seu comentário!  

 

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