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Rotas de Exposição e Reconhecimento de Riscos

Por:Analytics Brasil
Analytics Brasil | Segurança do Trabalho

08

dez 2019

A relação entre exposições ocupacionais, compostos químicos e doenças é um fator determinante nas rotinas de trabalho e para o processo de Reconhecimento de Riscos. Veja neste artigo como deve ser realizado um reconhecimento de riscos levando em consideração as vias de absorção do organismo.

O reconhecimento dos riscos é uma etapa importante na adoção das medidas de segurança necessárias. A partir do reconhecimento, podemos agir na fonte do risco e até mesmo evitando que o produto seja disperso no ambiente.

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Quais são as rotas de exposição dos agentes?

As principais vias de exposição são a inalatória, a via pele-cutânea e a ingestão. Lembrando que a principal é a respiratória, em que os Limites de Exposição Ocupacional oferecem proteção. Os limites que temos na NR 15 e na ACGIH são aplicados apenas o processo inalatório.

A respiração é a principal rota de exposição para os agentes químicos, mas como saber se um agente gera risco ou não pela FISPQ? Existe alguma possibilidade do trabalhador ao manusear este produto, respirá-lo ? 

No item 09 da FISPQ você encontra as propriedades físico-químicas do material e sua classificação,  se é um líquido, um sólido, um gás, ou um vapor…

Ao se tratar de um sólido a primeira coisa que você tem que olhar é:

  1. Esse sólido do jeito que ele é utilizado, ele vai para o ar? Nem sempre isso é visível, pode ser que ele vá para o ar de outra forma, como acontece no processo de aquecimento de metais. 
  2. A forma que ele é utilizado gera um particulado disperso? 

Ao se tratar de um líquido, dois conceitos merecem atenção especial:

  1. Pressão de Vapor = volatilidade do líquido

Ele tende a evaporar? Se ele tende a evaporar há uma possibilidade de exposição. 

      2. Da maneira em que ele é utilizado gera pequenas gotículas de líquido aerodispersos?

E os gases e vapores é a mesma coisa, eles são liberados? Em qual magnitude?

Quanto maior a temperatura, maior energia dada para a matéria, no geral. Se estamos falando de gases e vapores, maior a taxa de evaporação, e consequentemente, ocupará um volume maior.

Um fator importante e que favorece as reações químicas são as temperaturas, é necessário fornecer energia suficiente para ocorrer essas reações. A decomposição de produto em novas reações químicas podem acontecer.

Quais são as frações de coleta e qual a importância delas?

Existem 3 frações: inalável, torácica e respirável. Há uma norma ISO de 1995 que especifica os tamanhos aerodinâmicos de partículas para a Higiene Ocupacional. 

 

  • O que é uma partícula de tamanho inalável? 

 

São todas as partículas que podem se depositar em qualquer lugar do trato respiratório, desde o nariz até os pulmões.

  • O que é uma partícula de fração torácica? 

São materiais particulados que podem se depositar nas vias aéreas dos pulmões e na região de troca de gases, excluindo a parte superior do trato respiratório.

 

  • E a partícula de fração respirável?

 

A respirável é aquela que pode se depositar na  região de troca de gases, ou seja os alvéolos.

Um conceito errado é afirmar que o inalável é maior que o torácico, e maior que o respirável. Essa definição está errada. O respirável está contido no torácico, e o torácico está contido no inalável, é essa a definição.

Para coletar estas frações devem ser utilizados equipamentos seletores de partículas, que englobam os ciclones e IOM. Um fator determinante para esta coleta é o ponto de corte 50%, que trata da eficiência de coleta do equipamento. Se eu tenho um IOM ou um seletor de partícula inalável, o ponto de corte dele deve ser em 100 micrometros. 

Agora, se eu tenho um ciclone ou qualquer seletor de partícula torácica, o ponto de corte 50% é em 10 micrometros, e para o respirável,  o ponto de corte é 4 micrometros. 

Como funcionam os ciclones?

Os ciclones são dispositivos que fazem uso da força centrífuga para selecionar o tamanho das partículas com base em seu diâmetro aerodinâmico, ou seja, a rotação do ar no interior de uma câmara, similar ao funcionamento de uma centrífuga, separa as partículas grandes, não respiráveis, de partículas menores, respiráveis.

Os ciclones são formados por  paredes cônicas onde há uma entrada, o ar bate na parede e consequentemente é formado um ciclone. Temos que determinar uma vazão específica de operação dele. O ar vai entrar, as partículas de tamanho de interesse vão subir e se direcionar para o cassete; as maiores vão se chocar com a parede do ciclone e cair em um potinho que não pode ser retirado, já que é um depósito de materiais. 

O IOM já em um pouco diferente…

Ele já vem com a cápsula na qual é colocada dentro de um suporte, o próprio separador de partículas. A análise é feita com o material que está dentro do filtro e também com o que está preso nas paredes, como é o caso das partículas maiores. Ele não é o único amostrador inalável, mas é o mais conhecido. 

Conceito de Limiar de Odor

Nunca utilize Limiar de Odor para reconhecer riscos, essa é a maior “furada” que existe. O Limiar de Odor é a menor concentração que, na média,  começa-se a sentir o cheiro de uma substância. Totalmente diferente do Limite de Exposição Ocupacional, que é a concentração abaixo da qual acredita-se que a maioria dos trabalhadores podem estar expostos repetidamente sem causar danos à sua saúde.

Substâncias que têm ótima propriedade de alerta, são aquelas  em que você sente o cheiro mesmo estando muito abaixo do Limite de Exposição Ocupacional. Não dá para usar Limiar de Odor de forma alguma, o seu reconhecimento de riscos será falho se você se basear só nisso.

Existem substâncias que atuam diretamente no Sistema Nervoso Central também, um exemplo é o sulfeto de hidrogênio que é muito tóxico, e que a baixas concentrações é possível sentir o cheiro dele, mas em concentrações muito altas já não sentido.

A exposição oral tem uma característica exclusivamente acidental.

O que é uma via oral?  A exposição acidental acontece quando um trabalhador tem más práticas de higiene pessoal, e não de higiene ocupacional. Ou ele vai entrar em um ambiente contaminado com alguma coisa que ele coloca na boca, ou ele não tem boas práticas de lavar a mão, ou ele deixa o alimento exposto e que se contamina no ambiente…

A exposição por via oral pode ser entendida muito mais como um acidente; como nós higienistas ocupacionais vamos gerenciar as exposições desses trabalhadores por essa via? É muito complicado.

Surface Level (SL)

Aquelas substâncias que têm incompatibilidade química com a gordura, com os olhos e com a pele, elas podem entrar via pele e cair na corrente sanguínea. Na ACGIH, na coluna notação é possível observar isso. Quando está escrito “pele”, a proteção das vias respiratórias do trabalhador não podem ser contempladas sozinhas, porque aquele limite que está descrito é válido para proteção respiratória. É preciso proteger as duas vias.

O Surface Level é o limite aplicável em bancadas. Onde essa pessoa trabalha, ao encostar a mão e o braço, pode haver contaminação? O Surface Level é dado em micrograma/cm2, que é uma estimativa padrão da mão do trabalhador. 

É preciso selecionar uma área de 100 cme fazer a limpeza desta área com lenços contendo algum solvente. Ou uma outra forma é utilizar um cassete, ligar a bomba nele, e utilizar como se fosse um aspirador de pó. 

Ficou com alguma dúvida? Deixe o seu comentário!

A Analytics Brasil além de realizar análises químicas para higiene ocupacional, atentando aos melhores métodos de amostragem de acordo com as necessidades de sua empresa, orientando quanto ao melhor tipo de amostragem, também realiza serviços de assessoria e consultoria em higiene ocupacional, além de oferecer palestras de cunho educativo sobre higiene ocupacional. Contate-nos e saiba mais!

 


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