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Entenda os riscos da exposição a combustíveis

Por:Analytics Brasil
Higiene Ocupacional | Segurança do Trabalho

25

set 2018

Um dos principais riscos que alguns trabalhadores correm é a exposição à combustíveis. Os profissionais que trabalham com essas substâncias podem apresentar doenças e problemas de saúde com o tempo.

O principal elemento que encontramos nos combustíveis é o benzeno, de característica incolor e altamente cancerígeno, sendo considerado uma das piores substâncias. A gasolina, por exemplo, contém altas concentrações de benzeno.

Nesse sentido, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) publicou novas regras para postos de combustíveis, estabelecidas pela Portaria 1.109, atualizando a NR-9 (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) e definindo novos procedimentos para proteger a saúde dos trabalhadores.

Ficou interessado no assunto? Então, continue a leitura deste artigo e entenda os riscos da exposição à combustíveis.

Quais são os riscos da exposição à combustíveis?

Podemos dizer que há dois tipos diferentes de risco: físicos e químicos. Os físicos se relacionam com as explosões, pois a gasolina, o diesel e o etanol são substâncias altamente inflamáveis, gerando um grande perigo de acidente.

Já os riscos químicos estão ligados às substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo do trabalhador, ocasionando problemas de saúde.

Assim, podemos afirmar que a exposição à combustíveis pode ocasionar desde problemas simples, como dores de cabeça e náuseas, até problemas mais graves, como o câncer.

E a segurança dos trabalhadores?

Uma das disposições presentes no anexo II da NR-9 é a proibição, em todo território nacional, do abastecimento do veículo após o acionamento da trava de segurança da bomba. Os postos terão que se adaptar a essa nova realidade.

Essa prática passou a ser proibida pelo fato de que ao extrapolar o limite de segurança da bomba, o frentista vai respirar mais benzeno do que deveria. Além disso, utilizar estopas e flanelas para limpar o combustível que vazou também é uma nova proibição.

Portar esse material o tempo todo ou permitir que ele entre em contato com o uniforme do profissional aumentará a exposição à combustíveis, facilitando a inalação e absorção do produto pela pele. O ideal é realizar a limpeza com materiais descartáveis.

Não podemos deixar de mencionar a importância de se utilizar Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Raramente encontramos frentistas utilizando máscaras de proteção, mas elas podem ser essenciais para proteger a saúde.

Infelizmente, ainda precisamos conscientizar os trabalhadores sobre os riscos que sua atividade apresenta. É recomendado disponibilizar treinamentos periódicos e demonstrar a importância do uso dos EPIs, para que não ocorram problemas futuros.

Explicar a necessidade de se utilizar equipamentos, como máscara de proteção, óculos protetor e botas de segurança, é uma das principais responsabilidades do empregador, além do fornecimento desses itens.

É válido ressaltar que, a partir de setembro de 2018, os proprietários de postos de gasolina serão obrigados a fornecer um curso de, no mínimo, 4 horas de duração sobre os riscos que seus profissionais estão correndo e as medidas de controle para prevenção da exposição à combustíveis.

Existem sistemas de recuperação?

De acordo com o anexo II da NR-9, o Inmetro exigirá que as novas bombas contenham o sistema de recuperação de vapores devidamente instalado. Esse equipamento será responsável por extrair os vapores de gasolina presentes no tanque do veículo.

Esse sistema será instalado nos bicos de abastecimento das bombas, direcionando a substância para o tanque de combustível do próprio posto ou para um equipamento específico para o devido tratamento.

Sem o sistema de recuperação de vapores, os gases serão excretados para o meio ambiente. Assim sendo, as bombas anteriores a 2004 terão que ser substituídas até 2022. Enquanto isso, os equipamentos produzidos até 2019 terão 15 anos para serem substituídos.

Quais são os danos causados à saúde?

A gasolina é composta por diversas substâncias aromáticas, como o benzeno. Esses elementos são conhecidos por apresentarem uma forte ligação, tendo uma alta capacidade de danificar o sistema nervoso central. Esses danos podem ser ocasionados por concentrações ínfimas.

Como já destacamos, o benzeno é uma das substâncias mais perigosas, podendo causar sérios danos aos colaboradores. A sua inalação, por exemplo, pode causar dores de cabeça, irritação das vias respiratórias, náuseas e problemas mais graves.

Com o passar do tempo, o profissional poderá apresentar danos neurológicos, infecção pulmonar, anemia não reversível e diminuição do sistema imunológico. Além disso, pode haver uma baixa nas plaquetas, que é capaz de evoluir para leucemia.

O contato dos combustíveis com a pele também pode causar problemas, como leves queimaduras, ressecamentos e, em casos mais graves, a dermatite. Outro ponto que merece atenção é o fato da inalação em condições crônicas, que pode afetar o comportamento das pessoas, aumentando o nível de agressividade e ansiedade, e, em alguns casos, levar o indivíduo a óbito.

Como é avaliada a concentração de agentes químicos nocivos?

Várias empresas geram riscos químicos, mas poucas entendem exatamente quais as ameaças disso para a saúde e integridade física dos colaboradores. As principais dúvidas se relacionam com o conhecimento do agente químico e sua ação nociva.

Os postos de combustíveis estão cientes desses riscos, mas muitas vezes não contam com análises químicas. O ideal é prover maneiras para avaliar quantitativamente o ambiente de trabalho.

Essa avaliação deve ser realizada periodicamente, pois quando o benzeno volatiza é necessário saber se há uma alta concentração dele (e de outras substâncias tóxicas no ar) ou identificar se os níveis são baixos ou não detectáveis.

Assim, será possível certificar que os sistemas dos postos estejam funcionando corretamente, fazendo o monitoramento exigido pelas normas brasileiras.

O que fazer quando o nível de uma substância nociva está muito alto?

 

Primeiramente, é necessário identificar as causas, pensando nos motivos que podem fazer com que os níveis de tal substância estejam altos. As razões podem ser, por exemplo, um vazamento de vapor na região de armazenamento. Lembre-se de que é fundamental encontrar a fonte do problema.

É recomendado contar com a ajuda de um profissional especializado em segurança do trabalho para realizar o processo de investigação. Contudo, esse trabalho deve ser realizado em conjunto com os colaboradores do posto de gasolina e o supervisor, que conhece todo o local.

Por fim, mas não menos importante, pode ser interessante contar com uma empresa especializada na realização de análises químicas do ar. Essas empresas saberão o que fazer para analisar o ambiente ocupacional e identificar o que deve ser feito para evitar maiores problemas, principalmente em relação à exposição à combustíveis.

E aí, gostou das informações que disponibilizamos sobre a exposição à combustíveis? Que tal saber mais sobre o assunto? Então, aprenda agora como fazer o manuseio e transporte correto de líquidos inflamáveis. Não perca!


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